THE L WORD
Jenny Schecter (Mia Kirshner, "24 Horas") é uma talentosa jovem escritora de ficção que acaba de se formar na Universidade de Chicago. Com um importante prêmio literário e uma pequena história publicada, ela chega à Los Angeles para iniciar sua "vida adulta" com seu namorado Tim Haspel (Eric Mabius, "Resident Evil - O Hóspede Maldito"), um estudante de antropologia.
Mia Kirshner, Eric Mabius, Katherine Moennig, Laurel Holloman, Jennifer Beals, Karina Lombard, Pam Grier, Leisha Hailey e Erin Daniels
Tim mora em West Hollywood, ao lado de Bette Porter (Jennifer Beals, "Flashdance") e Tina Kennard (Laurel Holloman), duas bem-sucedidas profissionais de trinta e poucos anos, que, após sete anos juntas, estão apenas começando suas escolhas e desafios que as lésbicas enfrentam quando tentam iniciar uma família. Elas também estão tentando lidar com o rumo do relacionamento delas e o que o futuro lhes reserva.
O círculo de amizade de Bette e Tina inclui Shane McCutcheon (Katherine Moennig, "Young Americans"), uma cabeleireira que tem a fama de conquistadora; Dana Fairbanks (Erin Daniels, "Retratos de Uma Obsessão"), uma jogadora de tênis profissional que ainda não saiu do armário; sua amiga bissexual Alice Pieszecki (Leisha Hailey); e a meia-irmã de Bette, Kit Porter (Pam Grier, "Jackie Brown"), uma música e ex-alcoólatra em recuperação.
No decorrer da série, a imagem que Jenny faz de si mesma e seus planos futuros são abalados quando, durante uma festa promovida por Bette e Tina, Marina (Karina Lombard), a bela e convincente dona de uma cafeteria, lhe passa uma cantada no banheiro. Entre a negação e sentindo-se confusa, Jenny começa a questionar seu amor por Tim e sua atração por Marina.
Já Bette e Tina, surpresas ao descobrir como é difícil encontrar um doador de esperma adequado, tentam seduzir um belo e jovem artista na noite em que Tina está prestes a ovular. A tentativa de sedução falha, mas o encontro também serve para reacender, pelo menos temporariamente, a paixão que Bette e Tina sentem uma pela outra.
Das lágrimas às risadas, "THE L WORD" mostra a realidade das vidas e amores de um grupo de mulheres lésbicas que vivem na famosa "Cidade dos Anjos".
» Ficha Técnica
ELENCO
Mia Kirshner (Jenny Schecter), Jennifer Beals (Bette Porter), Laurel Holloman (Tina Kennard), Eric Mabius (Tim Haspel), Katherine Moennig (Shane McCutcheon), Erin Daniels (Dana Fairbanks), Leisha Hailey (Alice Pieszecki), Karina Lombard (Marina) e Pam Grier (Kit Porter).
PRODUTORES/ESTÚDIO
Ilene Chaiken, Steve Golin e Larry Kennar/Showtime Networks e MGM Television.
domingo, 14 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
isto é vida?????????'
Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa
bem
afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos
que
dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de
programação num
sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem
de férias,
coisa que há tempos que não sei o que são.
Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e
um sumo
de
laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é?
Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha
atrás de mim:
- Senhor, não tem umas moedinhas?
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, eu compro um.
Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail.
Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as
piadas
malucas.
Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos
áureos.
- Senhor, peça para colocar margarina e queijo.
Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.
- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito
ocupado, está
bem?
Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do
menino, e
o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora.
O peso na consciência, impedem-me
de o dizer.
Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma
refeição
decente para ele.
Então sentou-se à minha frente e perguntou:
- Senhor o que está fazer?
- Estou a ler uns e-mail.
- O que são e-mail?
- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet
(sabia que
ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de
questionários desses):
- É como se fosse uma
carta, só que via Internet.
- Senhor você tem Internet?
- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet ?
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas
coisas,
notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar,
trabalhar,
aprender. Tem de tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual?
Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que
ele pouco
vai entender e deixar-me-ia almoçar,
sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar,
apanhar,
pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de
fazer.
Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como
queríamos
que fosse.
- Que bom isso. Gostei!
- Menino, entendeste o significado da palavra virtual?
- Sim, também vivo neste mundo virtual.
- Tens computador?! - Exclamo eu!!!
- Não, mas o meu mundo também é
vivido dessa maneira...Virtual.
A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a
vejo,
enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar
de fome e
eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais
velha sai todo
dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque
ela volta
sempre com o corpo, o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas
imagino
sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos
brinquedos
de natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia.
Isto é virtual não é senhor???
Fechei o
portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas
caíssem
sobre o teclado.
Esperei que o menino acabasse de literalmente 'devorar' o prato
dele,
paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos
e sinceros
sorrisos que já recebi na vida e com um
'Brigado senhor, você é muito simpático!'.
Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo
insensato em que
vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de
verdade e
fazemos de conta que não
percebemos!
bem
afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos
que
dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de
programação num
sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem
de férias,
coisa que há tempos que não sei o que são.
Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e
um sumo
de
laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é?
Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha
atrás de mim:
- Senhor, não tem umas moedinhas?
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, eu compro um.
Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail.
Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as
piadas
malucas.
Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos
áureos.
- Senhor, peça para colocar margarina e queijo.
Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.
- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito
ocupado, está
bem?
Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do
menino, e
o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora.
O peso na consciência, impedem-me
de o dizer.
Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma
refeição
decente para ele.
Então sentou-se à minha frente e perguntou:
- Senhor o que está fazer?
- Estou a ler uns e-mail.
- O que são e-mail?
- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet
(sabia que
ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de
questionários desses):
- É como se fosse uma
carta, só que via Internet.
- Senhor você tem Internet?
- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet ?
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas
coisas,
notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar,
trabalhar,
aprender. Tem de tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual?
Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que
ele pouco
vai entender e deixar-me-ia almoçar,
sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar,
apanhar,
pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de
fazer.
Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como
queríamos
que fosse.
- Que bom isso. Gostei!
- Menino, entendeste o significado da palavra virtual?
- Sim, também vivo neste mundo virtual.
- Tens computador?! - Exclamo eu!!!
- Não, mas o meu mundo também é
vivido dessa maneira...Virtual.
A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a
vejo,
enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar
de fome e
eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais
velha sai todo
dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque
ela volta
sempre com o corpo, o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas
imagino
sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos
brinquedos
de natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia.
Isto é virtual não é senhor???
Fechei o
portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas
caíssem
sobre o teclado.
Esperei que o menino acabasse de literalmente 'devorar' o prato
dele,
paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos
e sinceros
sorrisos que já recebi na vida e com um
'Brigado senhor, você é muito simpático!'.
Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo
insensato em que
vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de
verdade e
fazemos de conta que não
percebemos!
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